segunda-feira, 30 de setembro de 2013

A luz, as flores e o sol.

E lá estava você.
lembrando de coisas que ferem.
das conversas e das noites.
dos cafés e cigarros que eram nossos.

Apenas nossos, como eu e teu sorriso.
perdida, continuou a divagar.
por entre sonhos.
sonhos que criamos juntos, em um dia qualquer.

No agora, distância, crua.
as milhas sem fim que persistem em separar.
sua voz do meu sorriso, e nosso cantar.
o sal das lágrimas que pintam meu rosto.

Sem voltas para casa.
ou quem sabe as saídas noturnas.
tudo que fazemos agora, ou ao menos tentamos.
é tornar esse amor proporcional ao abismo que nos separa.


...e eu nunca vou aprender a viver sem você.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Portas e Janelas de uma festa singular.

Olhares transversais.
abrimos as portas, faz frio lá fora.
um vazio que não se entende.
aquele dia em que questionamos sobre o tal amor.

Você fecha a janela.
as cortinas, ainda coradas.
noticias sempre dirão que não.
qualquer coisa, feridas abertas.

Tempo bom, ruim.
tempo que não para, não mesmo.
linhas a mais ou palavras a menos.
a pele, porcelana, vivaz.

O arfar do cansaço.
mesma indagação, o velho porque.
resposta, apenas um talvez.
"Talvez não possamos mais parar de correr....




...ou viver."

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Recortes em preto e branco.

Ela se perde, entre linhas e sonhos.
passos e receio, no compasso de uma razão.
olhos no relógio enquanto o tempo não ousa parar.
por fim, a sensação de solidão, inexplicável e pura.

Emoções simuladas a compõem.
como uma canção, ou mesmo a realidade.
se indaga sobre o que é, ou como é.
apenas sabe que é, e isso lhe basta, por agora.

As luzes se projetam através da janela.
e no quarto, ela contempla o som do silêncio, seu.
lábios secos, pele macia, ó céus, quem diria...
delírios de um momento completo, sob os lençóis.

Por entre as cores desvanecidas, te encontrarei.
nos segundos que estivermos juntos, infinito e eternidade.
deixo minha realidade, em prol de uma ilusão nossa.
quem sabe o viver não nos permita isso...


...ao menos essa vez?

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Cadeados.

Uma ou duas, ou duas.
serena, confesso, não imaginava.
as minhas, mentiras, as suas.
se escondiam, ou a verdade escapava?

Fotos, panoramas, esperança.
uma faísca que seu coração permitiu.
o desejo que a alma não alcança.
trincheiras, canseira que te partiu.

Vento firme, voo livre.
pássaro e céu, comunhão.
em preto e branco, as cores formam um clipe.
você me pede, e não consigo dizer "não".

Os sons ecoam pelos vales.
nítidos, lúcidos, discrepantes.
um riso qualquer, apartando males.
a estática instável, nossos corpos num instante...


...em que eramos tudo, a luz e a sombra, o princípio e o fim.

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Contas.

Oi você, que diz ter que partir.
um sussurro em seu ouvido.
talvez você não me escute.
o tom do silêncio, o som do perdão.

Perdido ou cedido.
à culpa, quem sabe, ou mesmo a solidão.
e essas escadas não lhe servem mais.
aonde irá agora?

entre os escombros, seu sorriso.
enterre meu olhar, e vá.
corra vagarosamente, até o fim.
certa doçura, até no jeito de andar.

Memórias que ferem.
como pedras no caminho, até lá.
entre as estrelas, eu te vigio, te protejo.
de qualquer tristeza que eu possa causar.


...talvez um dia você saiba como é sentir isso.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Silhouette.

Aproveitando seu gosto caro.
levando as cicatrizes no rosto.
aonde a vista alcança, é para lá que eles vão.
os pássaros silenciosos.

Passamos a noite em claro.
pensando nos porquês.
observando cada estrela, e todas as constelações.
e no final, o céu não tinha respostas.

As mãos que um dia, aqui.
possuíram o fogo, e as páginas.
hoje, sem forças, ou desejos.
entregam a liberdade.

No fim correr pode ajudar.
já que voar não é possível.
ou pode ser apenas sua vontade.
te impedindo de fazer tudo aquilo que é capaz...


...um sonho perdido, sua realidade desfeita ou apenas um ponto de vista justo?

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Condecoração Extirpada

Algo no seu olhar.
e poucos versos.
a voz vai falhar, dessa vez.
sorriso apaixonante, quase perverso.

Luz incandescente.
o olhar estonteante, só você tem.
feridas aqui e ali, feridas permanentes.
nos dias de hoje, somente desdém.

O espelho reflete os lábios.
te pego no colo, um carinho.
na cama, o beijo nos mesmos lábios.
eu e você, e um caminho.

Dê-me a tua mão.
dedos entrelaçados, o horizonte, paz.
risos, abraços, versos, paixão.
um único instante onde a felicidade desfaz...


...ou apenas uma sentença, ilusão.