quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Célebre Conceito Fúnebre do Raciocínio Ilustre.

Acordamos de um pesadelo.
voltamos à realidade, triste e vã.
apagam nossos sonhos com agulhas e sensatez.
desprezam nossos planos, sempre por nada.

Entregam os nossos pontos, sem consentimento.
palmos de distância do desejado.
o mundo gira incessantemente, em apenas uma fração.
somente para nos afastar mais do que é verdadeiro, ou certo.

Não precisa morrer pra ver deus.
mas se morrer, será que vai acontecer?
e se acontecer, será que vai valer?
se não acontecer, é só porque foi falta de querer...é o que vão dizer.

Agora lutaremos sem pensar.
em prol de qualquer coisa que nos faça bem.
e o resto estará sempre contra nós.
não se importar é o que faz a vida fluir as vezes.




porque remar, se a corrente pode nos levar?

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Pro(A)gressivo

A terra  caia por entre meus dedos.
o céu chorou, enquanto os sonhos morriam.
os rostos, ainda muito abalados, não souberam se expressar.
uma vez mais, tivemos que olhar enquanto parte de nós ia para longe, com o vento.

Ar saindo das narinas, o corpo ainda tremia.
parece medo, mas é somente a falta de crença, e aquela fé em demasia.
uma que nunca se teve, mas agora cresce como a vontade de dizer que é mentira.
e o lugar, aquele velho lugar, onde já estivemos uma outra vez, em nada estava mudado.

Parece inacreditável, mas sabemos que não.
honestamente, estivemos nos despedindo já tem algum tempo.
alguns dias até, talvez, não que eu estivesse contando, pra ser sincero.
queria ser mais sensato, como pensam que sou, para poder entender e aceitar, ser ingênuo.

Mas tudo bem, isso já é costume.
por esses anos de convivência, foi uma das coisas que me ensinou.
é tudo muito simples, quando se é aquilo que vai te fazer bem, e se está disposto.
só não consigo deixar de pensar que havia muito mais a ser passado, muito que eu deveria aprender.

No fim eu não te culpo, de verdade.
nem mesmo a mim, ou a qualquer outro, pessoa, coisa ou Deus que seja.
eu culpo algo, culpo o destino, culpo a ironia, culpo o que puder ser culpado, tudo.
nos culpo apenas por termos acreditado, e termos nos mantido assim até o ultimo segundo.

Quer a verdade? mesmo?
isso não é um adeus, nem mesmo uma despedida trágica.
é como uma noite qualquer, em que todos nos separamos no auge da madrugada.
e vamos para casa, descansar e aguardar a próxima noite em que estaremos juntos, vivendo...

...é só uma pequena pausa, até que estejamos todos reunidos de novo...


...ainda assim, as lágrimas secas vão ferir meu coração por algum tempo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013

Um novo início, uma outra vez.
um piscar de olhos para cada alvorecer.
uma nova oportunidade para cada dia que surgir.
um momento novo, único, momento de decidir, de viver.

Vimos o céu em cores.
vivas, convidativas, solícitas e perfeitas.
e com elas, a esperança de sempre.
dos dias melhores, das horas mais lentas....dos sorrisos.

E mesmo com a areia gélida entre os dedos do pé.
e o cigarro pela metade preso ao canto da boca.
eu consegui cantar com você, e pude te ver sorrir.
até estourar o champanhe eu consegui, talvez por todos nós.

Parece que vai ser um bom ano.
ser feliz agora soa como uma excelente ideia.
ter preocupações é inevitável, mas não é totalmente necessário.
e estar próximo de quem se quer bem sempre vai ser muito recomendado.

Vamos viver e rir bastante.
vamos comemorar as vitórias que ainda estão por vir.
e esquecer as derrotas que não deixarão de existir.
nos permitir um pouco mais, só um pouco mais...

...e quem sabe, não dá tudo certo no final?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Seu.

Essa noite eu falei dormindo.
e tudo o que fui capaz de dizer, ou mesmo tentar.
foi sobre a fuga,  nossa escapatória, e os muitos amanhãs.
penso ter vivido um delírio ao invés de um sonho.

Ao acordar, pela janela eu pude ver.
os pássaros voando, indo em direção ao lugar de paz.
e suas mãos se afastavam do meu rosto.
e você foi se apagando de mim, como a neblina apaga o futuro.

Me visto para o fim.
levo apenas nosso instante, eterno em sua curta duração.
caminho em plenitude até o tilintar de taças se tornar audível.
te encontro aqui mesmo, ou em qualquer noite de paris.

Até hoje não entendi, ainda que já tenha sido explicado.
você deixou as malas prontas, na porta de casa.
correu como jamais pensou ser capaz em toda vida.
me abraçou, olhou nos meus olhos, e sorriu....


....me deu a mão, e partimos .

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pejorativo, proeminente, pacífico.

Sendo assim, sou sincero, como não poderia deixar de ocorrer.
ouço apenas aquilo que convém, contrapartida aos dizeres condizentes.
será que foram as verdades que lhe foram negadas?
ou as mentiras nas quais você insistiu em acreditar por todo esse tempo?

Questões e questões, simples indagações as quais hão de perdurar nos dias por vir.
em consequências distintas, seus olhos encontram os meus, por pequenos instantes.
decidindo se é cedo, ou  demasiado tardio, prosseguimos em segundos e minutos.
cenas que talvez não sejam capazes de montar um filme de lágrimas e risadas.

As cicatrizes de um outro dia qualquer se escondem do sol forte.
e o seu aroma se torna inebriante, a medida que se aproxima de meu rosto.
assim que suas palavras me alcançam, eu já não vejo nada além da silhueta.
a sombra que reverbera os mais inacreditáveis efeitos nos vales do sonhar.

Em um passe de mágica fajuta e desprovida de sensatez, fica fácil notar.
palavras ainda são palavras, e seu peso sempre desmedido nos mantém distantes do real.
vivemos para acreditar, acreditamos para crescer, crescemos para viver, e ai então o que?
não sei se posso te dizer, talvez a minha resposta seja diferente da sua, apesar dos sinais.

E hoje eu passei por todos os semáforos vermelhos da cidade.
o relógio na central badalava no momento da meia noite, uma vez e outra.
parei no pier, e enquanto olhava as luzes no horizonte se apagando, eu liguei para você.
só pra ouvir o som da tua voz uma vez agora, e te lembrar...


...que para nós dois, ainda que chova, basta viver.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sentimentos: Do fim das coisas e ao início de algo.

Ela é doce, até mesmo diante do fim.
suas palavras são alegres e encorajam o acreditar no amanhã.
o seu olhar é singelo, independente da tristeza ou mesmo da felicidade.
seus beijos são...eu não sei explicar, é como se eles me trouxessem de volta a vida.

Uma tragada no cigarro, um ponto fixo no horizonte, um pensamento.
a chuva se aconchega no ambiente, tornando as luzes de natal um espetáculo a parte.
e junto com elas, o seu sorriso cativante, e meu rosto rubro sem saber explicar.
parece que é um belo começo, ou talvez uma doce ilusão de tentativa.

O que fazer dos dias mais longos? e das noites sem fim?
os sonhos são mais sonhos e os pesadelos moram no inconsciente.
e nossas músicas, aquelas que nunca tivemos, já não tocam mais.
o que me resta é ouvir os trovões e procurar as estrelas para me confortar.

Enquanto minha parte da viagem vai chegando ao fim.
a boca seca e tremula, lágrimas presas nos olhos, soluço preso na garganta.
vejo o sinal vermelho mudar, permitindo que continuemos.
posso estar louco, mas juro que escutei você dizer "Eu Te Amo"...



...E quando me beijou, te garanto, meu coração parou pelos últimos instantes daquele dia.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Palavras: Sobre o Veneno da Honestidade.

Diferente do habitual, o que será escrito não é poesia.
é apenas sinceridade em palavras, em prol do discernimento.
o que escreve, necessitando ser lido e não apreciado, ou entendido.
imagine que eu quero apenas que você me escute, como se eu precisasse disso.

Vejo os homens, e a necessidade de se impor, vez e outra.
mais do que isso, a necessidade de ser necessário, em alto e bom tom.
reparo nas boas intenções, sempre mal executadas.
e o pecado da inocência, pela falta de saber, pelo querer em demasia.

E cada sentimento, ação ou circunstância.
cada qual que se possa representar ou fazer entender em palavras.
é marcado com as mesmas em uma parte do corpo.
não para se lembrar, e sim para saber, que se viveu aquilo.

Percebo que o medo e a angústia já chegaram aos meus aposentos.
tendo em vista meu erro anterior, e a persistência no mesmo uma outra vez.
confesso que falava a meu respeito nas estrofes acima, para sorte de alguns poucos.
e me falta uma coragem de assumir muitas coisas, por medo do fim, independente de qual.

Talvez um desabafo agora já não adiante de muita coisa.
comumente o tempo não fica a meu favor, e essa não será uma exceção.
todavia, não sou dos que se deixam levar pelos desalentos do viver.
Lutarei como antes, decerto até mais do que isso....

...como se é de esperar do meu jovial, ingênuo e indubitavelmente esperançoso coração.