domingo, 18 de abril de 2010

Estradas

Por onde nós caminharemos amanhã?
se o outono já se faz presente, aqui?
por onde essas estradas vão seguir...
agora que já não há mais nada?

O hoje não passou de uma ilusão...
e o seu vislumbre foi apenas apreensão.
fomos e somos muito mais do que palavras...
desmedidas, imponentes e impróprias.

Seu adeus entristeceu as folhas.
e, avermelhadas de raiva,
nos deram as costas e partiram.
eu quis te acordar desse pesadelo...

...mas não fui capaz.
entre calor e frio, nossos olhos se entrelaçam.
os olhos da manhã cintilam entre nós.
já não sei mais distinguir o real do imaginário...

....mas sei que estamos aqui.

domingo, 14 de março de 2010

Astrius & Neltharius

Os sentidos desconhecidos,
o sentimento enaltecido, com pompa.
astrius, vivo e elegante, em seu todo,
neltharius, estrábico e tristonho, em sua extensão.

Compreender valores, e esculpir verdades,
essas desmedidas e improváveis, é o desafio.
aonde o tudo se torna nada.
e o nada, tanto e todo o valor possui.

E o amor? você se questiona...
o amor é intenso, apesar de já superestimado,
e o viver? você me pergunta...
sobre o viver, já não sei mais...meu bem.

as folhas se avivam de um dos lados da moeda,
em contrapartida, do lado posterior,
folha alguma se vê, nem mesmo se sente.
as lágrimas em seiva se põem a cair...

verdade é, foi e será,
que tudo não se deu em vão, nem mesmo as crenças.
em seu encalço, carrega o fardo da culpa, e o perdão...
..é aquilo que buscará, eternamente, sem saber o porque.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

A noite vem...

E com ela, meu alguém.
presença insípida, despeito de nós dois.
procura um abrigo, desfaz meu rosto triste.
abre um sorriso, porque hoje é carnaval.

Tudo não condiz, a estrada vai por cima.
sempre mais feliz, inverte a minha sina.
corre os teus braços, entre meus abraços.
chora o amanhã, porque o agora é pra sempre.

Deixa eu te ver sob a luz do luar.
chega com teu aconchego a me acalantar.
sobe na corda bamba meu amor.
e deixa o vento chegar perto daqui.

Vê o que você é capaz de fazer.
ouve a voz inocente, tentando você.
reprime o teu coração da culpa vã.
e inclina o teu desejo ao relento.

Vem e me dá a mão uma vez mais.
corre comigo por onde não passamos.
uma vez mais, vamos além dos limites.
sinta o que eu sinto, e veja o que eu vejo....


...ama como eu amo, e somos um outra vez.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Stop me

Apenas se você acreditar, e somente se.
talvez já tenha escutado isso antes.
quero apenas que me pare, por favor.
ficarei feliz se você puder.

Sim, talvez eu esteja equivocado.
pode ser tudo um pequenino engano.
assumo a culpa da duvida, dessa vez.
por querer muito e por demais, apenas o seu bem.

Considero a possibilidade de ser simples.
otimizando minhas oportunidades dentro...
...da sua consciência, que me mantem.
tento ser apenas aquilo que você gostaria....

Desaprovo minhas próprias desventuras.
mesmo sabendo que estou a mercê do destino.
e que esse mesmo em nada me auxiliará...
....nunca, jamais, de forma alguma.

Contradigo as minhas convicções.
e me enterro em argumentos e lamúrias.
por você se distanciar de mim.
por não saber o que fazer...

Eu estou sentado nesse banco.
sentado nesse trem, indo em direção à algum lugar.
as luzes do sol da tarde partem as janelas.
e eu escuto a nossa música, sem muitos porquês....


...eu perdi minha fé...em mim?

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

This is Bird


Este é pássaro.
pássaro é um rapaz singelo e acanhado.
fica sempre muito quieto, muito calado.
assim é o rapaz, pássaro.

Pássaro mora em um ninho.
um ninho pequenino, humilde.
vive lá com sua irmã, de nome matilde.
morando em seu ninho, um ninho.

Pássaro não sabe voar.
ganhou braços ao invés de asas.
nem asas sem penas, nem asas com traças.
apenas braços, e não asas.

Pássaro gostaria de poder saber.
entender e compreender muito mais.
saciar sua sede de conhecimento voraz.
poder saber mais, muito mais.

Pássaro é passageiro.
é feliz, sabido, brincalhão.
expressivo, fugido, sabichão.
pássaro gostaria de poder voar...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um pouco de calma, mais tempestades virão...

Aonde os fracos não tem vez.
é a terra de ninguém, que amedronta e enfraquece.
tudo em que você consegue pensar, é em voltar, ou ao menos tentar.
mas já não é possível, não para vocês...

O sol nascente, se escondendo dos olhos desatentos.
os relampagos conseguem prender sua atenção, e tiram seu folego.
você sua frio, seus dedos tremem, a respiração ofega.
talvez já seja tarde demais para se manter esperançoso.

Correntes de ar percorrem as areias da praia.
seus pensamentos se voltam à ela.
você sente a angústia e uma tristeza repentina.
a ampulheta do tempo insiste em seguir...

Passos em direção ao horizonte distante.
a incerteza que te mantém vivo, ou ao menos próximo disso.
seus medos e seus anseios consomem sua força de vontade.
e seus olhos procuram um amor distante do seu coração...

...aonde tudo se perdeu?


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Don't you know you can go be your own miracle?

Luzes lunares, adentrando a janela do quarto.
ela esta ali, uma vez mais, ali.
e tudo não passou de um sonho...?
as horas insistem em seguir sem que voce saiba a verdade.

Tempo segue, improvavel e indiferente.
você sabe o que quer, quando puder?
no fim, isso nem ao menos importa...
e o orvalho matinal te conforta e consola sua solidão...

Verdade é, que tudo sempre foi, e será.
ei de te-la com toda pompa que o luar lhe permitir.
e os ecos que sussurram do além, em prol dos sorrisos.
ela se sente solitária, sempre se sentiu.

Mas as vozes, vindas dos cantos das paredes.
levam até ela, o aconchego e o afago, que ela tanto desejou.
e para si, ela impõe apenas os sorrisos e a felicidade incondicional.
o amanhã já parece brilhar com mais intensidade...

Amor invade o peito, pequenino e comprimido.
saudade consome e corroi todo e qualquer sentimento.
as luzes diurnas sobrepujam o lar dos filhos da lua.
e ela chora, sem saber porque ou mesmo...quem.

e os dias vão passar...