terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Um pouco de calma, mais tempestades virão...

Aonde os fracos não tem vez.
é a terra de ninguém, que amedronta e enfraquece.
tudo em que você consegue pensar, é em voltar, ou ao menos tentar.
mas já não é possível, não para vocês...

O sol nascente, se escondendo dos olhos desatentos.
os relampagos conseguem prender sua atenção, e tiram seu folego.
você sua frio, seus dedos tremem, a respiração ofega.
talvez já seja tarde demais para se manter esperançoso.

Correntes de ar percorrem as areias da praia.
seus pensamentos se voltam à ela.
você sente a angústia e uma tristeza repentina.
a ampulheta do tempo insiste em seguir...

Passos em direção ao horizonte distante.
a incerteza que te mantém vivo, ou ao menos próximo disso.
seus medos e seus anseios consomem sua força de vontade.
e seus olhos procuram um amor distante do seu coração...

...aonde tudo se perdeu?


sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Don't you know you can go be your own miracle?

Luzes lunares, adentrando a janela do quarto.
ela esta ali, uma vez mais, ali.
e tudo não passou de um sonho...?
as horas insistem em seguir sem que voce saiba a verdade.

Tempo segue, improvavel e indiferente.
você sabe o que quer, quando puder?
no fim, isso nem ao menos importa...
e o orvalho matinal te conforta e consola sua solidão...

Verdade é, que tudo sempre foi, e será.
ei de te-la com toda pompa que o luar lhe permitir.
e os ecos que sussurram do além, em prol dos sorrisos.
ela se sente solitária, sempre se sentiu.

Mas as vozes, vindas dos cantos das paredes.
levam até ela, o aconchego e o afago, que ela tanto desejou.
e para si, ela impõe apenas os sorrisos e a felicidade incondicional.
o amanhã já parece brilhar com mais intensidade...

Amor invade o peito, pequenino e comprimido.
saudade consome e corroi todo e qualquer sentimento.
as luzes diurnas sobrepujam o lar dos filhos da lua.
e ela chora, sem saber porque ou mesmo...quem.

e os dias vão passar...

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

2010



Esperanças.

Esperanças de se ter uma vida melhor.
de talvez conseguir um pouco mais de paz.
de viver serenamente, sem preocupações.
esperança de um mundo mais seu.

esperanças de se ter sem precisar querer.
de se lutar sem ter medo de perder.
de correr e ultrapassar os seus limites.
esperança de acreditar.

esperanças de ser seu o tempo todo.
de se ter a sinceridade suprema, sem sentir medo ou receio.
de mentir contando a verdade inaceitavel.
esperança de amar para sempre.

esperança de um novo ano.
de uma nova esperança, sem pensar em esperar.
de dias chuvosos, noites sorridentes e amigos.
esperança de poder...

...e conseguir te amar além da vida e da morte...


...felicidade agora...já.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Correntes rompidas



Deveriamos ter nos importado mais, com as coisas que desejávamos fazer...
ou mesmo nos preocupado mais com as coisas que poderíamos não ter feito.
mas agora o mar se move na direção do horizonte...
...e nós não somos capazes de entender ou mesmo aceitar o porque.

Talvez pudéssemos ter investido um pouco mais na afeição alheia.
dados os fatos que as possibilidades estiveram todas contra nossos sonhos...
até que fomos bem além do suposto ponto invisível que criamos para nossas investidas.
e até mesmo depois disso, o tempo correu em círculos e bem devagar pra nós dois.

Deveriamos ter vivido em outros lugares, nos amado debaixo de outras árvores...
sentido a tristeza no coração de outras pessoas, enbriagado a consciência de outras vidas.
Deveriamos ter nos amado, uma, duas, três vezes... deveriamos ter prendido o amor para sempre....


...Deveriamos ter visto o sol...


sábado, 19 de dezembro de 2009

Immortals - Tears of an old regret...

Longas, tortuosas e expressivas horas se passaram.
o tempo em si, ludibriante, controverso, cruel.
os olhos vão ficando mais e mais cerrados, a medida que se passa.
os cabelos, barba e bigode... grisalhos.

a idade chegou, e consigo trouxe o cansaço.
as portas oportunas que o destino ofereceu uma vez...
...não mais se apresentam diante da respiração, agora ofegante...
...daquele que um dia teve juventude e energia em seu dispor.

agora as folhas já caíram, e o outono se expande.
reprime sentimentos e exala um aroma de tristeza no ar.
as estações se deixam passar sem ver, e o outono se instala no infinito.
deixando o medo da eternidade pairar sobre aqueles que já perderam amores...

de seus olhos, lágrimas salgadas e intermitentes caem, como um sorriso de desdém...
o veterano, em seu infinito particular, chora um velho arrependimento
arrependimento esse, que dado foi, em muito tempo atrás...
...mas ainda assim, lhe fere como recente...

e ele vai deixar o seu momentum chegar, sem hesitar ou alterar...
...destinos, ações e todo o resto, ele apenas esperará.
se põe a sentar em sua poltrona, aguardando seu ceifador.
com a tristeza encarnada em seu rosto, a solidão encravada em sua alma...

...e o amor arrancado de seu coração...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Refúgio...

É de onde, quando menos se espera, se encontra calma.
onde o alto do céu pode ser observado tranquilamente.
enquanto a destruição recai sobre os ombros esquecidos.
cansados, mas nunca vencidos, dos eternos combatentes.

Viver em um castelo, forte isolado de todo o resto.
ter ao seu encalço o destino intermitente.
ir em direção a luz que se apaga conforme se aproxima.
descobrir que tudo é um pouco mais complexo.

sentir a distância de todos os corpos celestes.
iluminados pelo brilho intenso da sua própria vontade.
querendo sempre, desejando convicto e sereno, a exatidão.
dias que jamais chegarão a contemplar a noite estrelada.

correr em direção ao fogo, mover os dedos lentamente contra a corrente.
sentir a água do mar tocar os pés, com toda a leveza que se permitir.
olhar nos olhos com honestidade, perder o medo de se ter.
contar histórias com o vento vívido, poder seguir sem ter que se lembrar...

...que toda a dor da perda vestal, se torna um eterno brilho esquecido por você.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Frühling in Paris

A outros sonhos, vos recordaste.
despeito em meio ao caos e as alegrias.
por onde os olhos cegos e tristes costumavam observar.
ela se dipunha a caminhar, sem a mesma pretensão do viver.

Eu a vi, e as lágrimas, e o beijo, agridoce e venenoso.
as árvores cantarolavam à ela, e o lago refletia meu sorriso.
o vento ondulava seus cabelos, e seu caminhar me perdia.
seus dedos se entrelaçavam nos campos verdejantes, que se estendiam até o horizonte...

Os relampagos de chuva se anunciavam.
as nuvens corriam, pelo céu cortejado de sol.
seu andar se acelerou, a respiração pôs-se a ofegar.
nossos olhos se desencontraram, e tudo ficou triste.

Como num passe de mágica, ela atravessou a floresta.
e eu a persegui, e corri como jamais imaginei ser capaz.
e por fim, ao final da relva e dos troncos que transpassam o céu...
...o campo aberto nos esperava, convidativo.

No exato momento em que a chuva caiu, ela esboçou um sorriso.
e, sem reação alguma, tudo que fui capaz de tentar, foi esboçar devolta o seu sorriso...
...uma última vez, até que o próximo dia chegasse.
...uma última vez,antes da primavera em paris.