terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Marca.

Naquela mesma esquina.
onde antes houve um início.
hoje a chuva reina, soberana.
e o vazio preenche os espaços da saudade.

Da minha janela eu posso te ver.
na lembrança dolorosa do adeus.
e o sorriso refletido nas gotas.
sorriso da agonia apaziguante.

A única esquina, sempre.
em que parei meu carro só pra você.
o primeiro presente de amor.
o último presente da dor, rancor.

Esquina que hoje, avisto ao longe.
raios cruzam os céus, e gotas se chocam
contra o chão, numa sequência infindável de explosões.
eu perdi algo ali, eu te perdi, eu me perdi....







....eu me prendi.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Ordem.


Uma vontade que poderia ser representada por palavras.
mas a consciência sempre teve mais poder do que o todo,
algo com o qual já nós acostumamos.
Até mesmo esse coletivo ilusório do subconsciente,
que apesar de tudo, é conveniente,
se mostrou corriqueiro em sua plenitude.
Nunca são as mentiras, assim como nunca é algo tipo
uma única coisa ou pessoa, ou outra única pessoa ou coisa.
sempre é algo mais, intenso, preocupante, sempre algo mais.
e quem de nós, ou vocês, vai realmente entender, ou mesmo se importar?
quando isso for um problema, e quando se diz problema, é completamente fora
do pejorativo que se usa habitualmente, talvez haja um consternado, ou dois.
o que se quer dizer com tudo isso no fim?
São apenas palavras, e palavras não mudam nada....


...como nunca mudaram, e provavelmente, não mudarão.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Reflexos.

A finitude das coisas
como as mentiras do mundo.
alimentam nossas ilusões
e sustentam desejos.

Se há uma redoma
que limita nossos horizontes.
qual de nós será capaz
de chegar até o fim, ou ir além?

O reflexo do mundo
aprisiona vontades e anseios.
a curiosidade
desmantela receios e incertezas.

Fugir? não existe fuga, apenas medo... e conformismo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Blair's 1°


A primogênita, enfim.
com todos os prantos, e calos.
em copos que se lavam.
e corpos que se contam, pra sorrir.

Filha que honra a mãe.
irmã que guia, traz auxílio.
torna legítimo o tesouro deixado.
e a benção na terra morta.

Voz melodiosa.
inebriante e caridosa.
como o dedilhar das cordas da harpa.
ou mesmo o canto dos celestiais.

Um início, três finais.
três olhares, um sorriso.
e a magia se faz, com acordes e doçura.
e o bem-querer retorna ao seu coração...


...como se a chama nunca tivesse apagado.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

14

Cá estamos, uma outra vez.
novas tentativas, velhas esperanças.
um sonho a mais, querer.
uma crença a menos, sofrer.

Em dias que começam com perdas.
o sol te prende ao longe.
não consigo te perder, ou me importar.
e isso me confunde, me ilude.

Falsas promessas, suas promessas.
coisas que poderiam ferir.
me ferir, sangrando aos poucos.
coisas que eu deixei para trás.

Eramos dois, num mundo de flores e cores.
hoje sou eu, sozinho com as cores.
amanhã serei eu, sozinho.
e por fim...

...você.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Blair's 3°


O maior dos três mistérios.
a juventude inexplicável.
um alvoroço partido do sorriso.
e magnetismo no olhar, que petrifica.

Ela cresce, aprende.
uma filha da poderosa mãe, de fato.
em dados momentos, até ensina.
e te acompanha, a favor do vento.


Há mágica no seu toque.
abrigo em teu abraço.
esperança nas palavras.
e um desejo inexplicável de levá-la à qualquer lugar.


A jovialidade das 3.
a última filha, protegida.
o ciclo que se encerra com a lua.
e como tem de ser...



...me encontre com o olhar, e tudo vai ficar bem.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Canto Selvagem.


Somos os olhos da fúria.
o semblante do terror.
sorriso sádico que instiga o medo.
enquanto sangue escorre no rosto.

Nos temer é justo.
nos subestimar é, no mínimo, tolice.
estar conosco, desejo de vitória.
contra nós, abraçar a morte.

A glória é nossa obrigação.
o lar dos campeões, um direito.
cair em batalha, uma honra.
Sobreviver, um sinal do destino.

Diante do fim, resistiremos.
não há regozijo na fuga.
que os deuses venham, e lutem.
estaremos com eles, e Valhalla nos receberá.


...Nunca houve um fim....apenas recomeços.