quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

2013

Um novo início, uma outra vez.
um piscar de olhos para cada alvorecer.
uma nova oportunidade para cada dia que surgir.
um momento novo, único, momento de decidir, de viver.

Vimos o céu em cores.
vivas, convidativas, solícitas e perfeitas.
e com elas, a esperança de sempre.
dos dias melhores, das horas mais lentas....dos sorrisos.

E mesmo com a areia gélida entre os dedos do pé.
e o cigarro pela metade preso ao canto da boca.
eu consegui cantar com você, e pude te ver sorrir.
até estourar o champanhe eu consegui, talvez por todos nós.

Parece que vai ser um bom ano.
ser feliz agora soa como uma excelente ideia.
ter preocupações é inevitável, mas não é totalmente necessário.
e estar próximo de quem se quer bem sempre vai ser muito recomendado.

Vamos viver e rir bastante.
vamos comemorar as vitórias que ainda estão por vir.
e esquecer as derrotas que não deixarão de existir.
nos permitir um pouco mais, só um pouco mais...

...e quem sabe, não dá tudo certo no final?

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

Seu.

Essa noite eu falei dormindo.
e tudo o que fui capaz de dizer, ou mesmo tentar.
foi sobre a fuga,  nossa escapatória, e os muitos amanhãs.
penso ter vivido um delírio ao invés de um sonho.

Ao acordar, pela janela eu pude ver.
os pássaros voando, indo em direção ao lugar de paz.
e suas mãos se afastavam do meu rosto.
e você foi se apagando de mim, como a neblina apaga o futuro.

Me visto para o fim.
levo apenas nosso instante, eterno em sua curta duração.
caminho em plenitude até o tilintar de taças se tornar audível.
te encontro aqui mesmo, ou em qualquer noite de paris.

Até hoje não entendi, ainda que já tenha sido explicado.
você deixou as malas prontas, na porta de casa.
correu como jamais pensou ser capaz em toda vida.
me abraçou, olhou nos meus olhos, e sorriu....


....me deu a mão, e partimos .

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Pejorativo, proeminente, pacífico.

Sendo assim, sou sincero, como não poderia deixar de ocorrer.
ouço apenas aquilo que convém, contrapartida aos dizeres condizentes.
será que foram as verdades que lhe foram negadas?
ou as mentiras nas quais você insistiu em acreditar por todo esse tempo?

Questões e questões, simples indagações as quais hão de perdurar nos dias por vir.
em consequências distintas, seus olhos encontram os meus, por pequenos instantes.
decidindo se é cedo, ou  demasiado tardio, prosseguimos em segundos e minutos.
cenas que talvez não sejam capazes de montar um filme de lágrimas e risadas.

As cicatrizes de um outro dia qualquer se escondem do sol forte.
e o seu aroma se torna inebriante, a medida que se aproxima de meu rosto.
assim que suas palavras me alcançam, eu já não vejo nada além da silhueta.
a sombra que reverbera os mais inacreditáveis efeitos nos vales do sonhar.

Em um passe de mágica fajuta e desprovida de sensatez, fica fácil notar.
palavras ainda são palavras, e seu peso sempre desmedido nos mantém distantes do real.
vivemos para acreditar, acreditamos para crescer, crescemos para viver, e ai então o que?
não sei se posso te dizer, talvez a minha resposta seja diferente da sua, apesar dos sinais.

E hoje eu passei por todos os semáforos vermelhos da cidade.
o relógio na central badalava no momento da meia noite, uma vez e outra.
parei no pier, e enquanto olhava as luzes no horizonte se apagando, eu liguei para você.
só pra ouvir o som da tua voz uma vez agora, e te lembrar...


...que para nós dois, ainda que chova, basta viver.


quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Sentimentos: Do fim das coisas e ao início de algo.

Ela é doce, até mesmo diante do fim.
suas palavras são alegres e encorajam o acreditar no amanhã.
o seu olhar é singelo, independente da tristeza ou mesmo da felicidade.
seus beijos são...eu não sei explicar, é como se eles me trouxessem de volta a vida.

Uma tragada no cigarro, um ponto fixo no horizonte, um pensamento.
a chuva se aconchega no ambiente, tornando as luzes de natal um espetáculo a parte.
e junto com elas, o seu sorriso cativante, e meu rosto rubro sem saber explicar.
parece que é um belo começo, ou talvez uma doce ilusão de tentativa.

O que fazer dos dias mais longos? e das noites sem fim?
os sonhos são mais sonhos e os pesadelos moram no inconsciente.
e nossas músicas, aquelas que nunca tivemos, já não tocam mais.
o que me resta é ouvir os trovões e procurar as estrelas para me confortar.

Enquanto minha parte da viagem vai chegando ao fim.
a boca seca e tremula, lágrimas presas nos olhos, soluço preso na garganta.
vejo o sinal vermelho mudar, permitindo que continuemos.
posso estar louco, mas juro que escutei você dizer "Eu Te Amo"...



...E quando me beijou, te garanto, meu coração parou pelos últimos instantes daquele dia.

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Palavras: Sobre o Veneno da Honestidade.

Diferente do habitual, o que será escrito não é poesia.
é apenas sinceridade em palavras, em prol do discernimento.
o que escreve, necessitando ser lido e não apreciado, ou entendido.
imagine que eu quero apenas que você me escute, como se eu precisasse disso.

Vejo os homens, e a necessidade de se impor, vez e outra.
mais do que isso, a necessidade de ser necessário, em alto e bom tom.
reparo nas boas intenções, sempre mal executadas.
e o pecado da inocência, pela falta de saber, pelo querer em demasia.

E cada sentimento, ação ou circunstância.
cada qual que se possa representar ou fazer entender em palavras.
é marcado com as mesmas em uma parte do corpo.
não para se lembrar, e sim para saber, que se viveu aquilo.

Percebo que o medo e a angústia já chegaram aos meus aposentos.
tendo em vista meu erro anterior, e a persistência no mesmo uma outra vez.
confesso que falava a meu respeito nas estrofes acima, para sorte de alguns poucos.
e me falta uma coragem de assumir muitas coisas, por medo do fim, independente de qual.

Talvez um desabafo agora já não adiante de muita coisa.
comumente o tempo não fica a meu favor, e essa não será uma exceção.
todavia, não sou dos que se deixam levar pelos desalentos do viver.
Lutarei como antes, decerto até mais do que isso....

...como se é de esperar do meu jovial, ingênuo e indubitavelmente esperançoso coração.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Le Restes

Foi o que restou do teu sorriso na parede pintada de sensatez.
uma mancha enrustida na crosta mal exposta da tua indignação.
lucidez enganosa do pensamento unilateral que seu medo trazia.
as conjecturas mais incríveis em prol de sabe-se lá o que.

O olhar engenhoso que só você sabe fazer, é a treva que ronda meu mundo.
e a brisa do teu sussurro me inebria de tal forma, que já não sei explicar.
me perco, perdi, ganhei, não sei, sorri, sonhei, e você apenas observou.
e toda a fumaça dos cigarros no caminho, se interpondo entre o agora e o porém.

Procurando respostas que eu sempre soube, dentro de razões e ações que já existiam.
você pega minha mão, e caímos dessa vez, ascendendo no final de um dia.
somos dois desejos, duas vontades, duas vozes, meu coração

...e estou trilhando um caminho para chegar ao seu. 

domingo, 28 de outubro de 2012

Pecados Inocentes.

Eu caminhei, convicto.
titubeei em um dado momento.
trepidei em pensamentos profanos à sua existência.
e perdi a fé, no que quer que fosse.

Observei a torre.
lá estava você, em toda sua simplicidade.
e eu ousei duvidar de mim mesmo.
quis partir sem ao menos tentar.

Apenas neguei.
por todo esse tempo, e antes também.
que a verdade, incondicional, era apenas uma.
no fim, eu estava sendo salvo por seu olhar.

Em minha inocência, me vi herói.
e pequei, não por falhar.
somente a crença me condena, em sua totalidade.
e isso, mais do que suficiente para  tombar o orgulho.

Hoje eu busco sua voz.
uma forma que seja de ir ao seu encontro.
sem esperança de que qualquer bravura me torne digno.
procuro minha salvação em seus lábios.


...onde o seu doce veneno  será a incerteza dos dias por vir.