terça-feira, 23 de agosto de 2011

Souls inside neon lights

Até mesmo as luzes podem nos dizer.
aonde foram parar todas as crenças.
se um sonho é apenas um sonho...
...de que vale o sonhar? somos apenas crianças.

Os caminhos trilhados se escondem.
esperançosos, contudo, impacientes.
as curvas e os minutos seguem ferindo.
suntuosos e exacerbados.

E em nossos corações.
ávidos, convalecidos e despojados em compaixão.
seremos apenas capsulas de luz...
...na imensidão dos infinitos porquês.

Quando as incoerências que nos cercam.
se misturarem com as gotas em espiral, constantemente singelas.
os segundos que passam como horas, irão nos abraçar e nos provar.
que cada momento, é apenas uma palavra...


...e que cada palavra, é um pedaço de mim dentro do seu coração.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Flower

O nosso sonho morreu.
e com ele, nossas expectativas.
agora nos resta, aguardar outra ilusão.
agora me resta, aguardar apenas um sorriso.

E o tempo, que, displicente.
cura nossas feridas, sem saber se há necessidade.
nos torna mais ríspidos por dentro.
e nos deixa ao relento nas noites frias de inverno.

Ao nosso modo, apenas o passado.
e a veracidade de toda a história.
nos tornam apenas os mesmos.
com algumas palavras de conforto a mais.

Hoje temos lágrimas sinceras.
amanhã, sorrisos inertes.
e o para sempre, como se situa?
talvez o para sempre não seja para nós.

E você me disse tentar e não conseguir.
e eu te quis deixar estar.
e no fim nada tivemos, nem antes e nem hoje.
e as flores me dizem que é você....

...que eu devo preservar abrindo mão de mim mesmo.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Story of sadness from the paggliacci clown

O palhaço paggliacci estava de volta a cidade.Sem compreender o porquê de sua melancolia, paggliacci foi ao encontro de um médico, tentar descobrir uma cura para sua tristeza.
ao chegar no consultório, e se questionar com o doutor, a verdade, triste e dolorosa.
o médico lhe sugeriu que fosse assistir ao circo que havia parado na cidade aquela semana, sem saber que paggliacci era, ninguém mais, ninguém menos do que o próprio.

Paggliacci então, desolado com sua tragédia sem solução, pôs seus pés a caminhar, e logo após, a correr...sem saber porque, sem saber para onde...
e por entre a tinta branca e a vermelha, logo abaixo dos olhos delineados, lágrimas singelas e solitárias escorriam, borrando assim a maquiagem que um dia foi o rosto do palhaço paggliacci.

Paggliacci correu por estradas, florestas, cidades, e campos, durante o dia ensolarado e quente, e também através da noite densa e fria, sem mesmo olhar para trás em algum momento.
foi quando após muitos dias, onde já não mais corria, apenas andava, cantarolando deprimentes canções e ainda aos prantos, que paggliacci encontrou uma porta, em meio ao vazio do espaço encoberto pelas estrelas...[Continua]

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Trees

As cores percorrem as janelas
o vento soprou em meus ouvidos.
me convidando a sair.

havia um dia lindo
um dia perfeito.
um dia sem sorrisos.
apenas mais um dia perdido.

as questões que nos dividem.
os porquês que nos calam.
as verdades que se tornam absolutas.
os erros que não cometemos.

as trilhas e estradas seguem.
os olhos desencontram.
por um segundo ou dois.
o tempo pareceu parar junto com as gotas da chuva.

e se é isso que o destino reserva.
o incerto, o pouco coerente ou mesmo o desconhecido.
será em direção ao horizonte que iremos
sem medo de sorrir, sem medo de viver, sem medo de amar.

sem temer a tristeza que nos consome dia após dia.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Bottles

A crueldade da solidão.
que arrasta sem pena, e sem piedade.
os males que surgem no meio do caminho.
são apenas obstáculos, ou algo mais?

tornamos nossas vidas um receptáculo.
como um pequenino pote de vidro.
onde cada lembrança é um grão...
enchemos, pouco a pouco, nosso pote de vidro.

Quando o tempo ser tornar
o sal que preenche os oceanos.
teremos a nosso favor, com toda a convicção
os olhares caridosos dos deuses e das estrelas.

E aonde toda a escuridão tem seu início.
uma ponta no horizonte, expõe com honestidade.
a luz que cria todas as sombras nas paredes.

Simplicidade é dar as costas.
fugir de tudo quando as soluções fogem de você.
complexidade é amar sem querer.
preservar a pureza infinita de uma coisa que não possui limites.

nos momentos em que sua esperança é tudo que resta.
e você se agarra a ela, sem hesitar ou mesmo retroceder.
o sol, a lua, e as nuvens que preenchem o céu irão lhe mostrar.
que tudo não passou de um simples sonho...


...e que acordar, talvez, não seja a melhor escolha....para mim.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Scratches

Se as estrelas da noite.
escondidas no luar da complacência.
fossem capazes de te tocar.
você permitiria ao seu coração, expor-se uma última vez?

Se o tempo do mundo fosse seu.
e na ausência de seu senso.
estivéssemos esvaídos e exaustos.
o sonho, faria alguma diferença?

Constantemente somos delatados, pensando.
no acumulo das cicatrizes do tempo, e sua validade.
quando toda a esperança foge.
e o abandono te abraça com tristeza.

Se o sol, que aquece aos desafortunados.
presenteasse o seu coração com carinho.
deixando para trás as marcas do caminho solitário.
seria você capaz, de se deixar caminhar na neve fofa?

E eu estou tão contente por você ser minha.
a luz que reluz o ouro da minha desgraça.
e isso desacelera e desestrutura as construções do tempo.
e reflete na tragédia de últimos romances, que é a nossa vida.

aonde os caminhos terminaram, e os desejos se perderam...
...e você sabe que eu tentei, eu tentei...


...eu tentei, eu perdi.

Once upon again...


E cá estou, novamente.
dispondo de minha solidão, embriaguez e silêncio.
afastando, decerto e adiante,
os males que me são propostos.

Encorajado pela sensatez que me falta.
cortejado pela lucidez que me falha.
e onde eu estive com você? e onde você esteve comigo?
aonde você está, agora?

Deposta e desiludida...a ponte segue.
até um ponto morto no ar, aonde o espaço se desfaz.
acalantando o tempo, me aconchego nas beiradas.
ouvindo os pássaros cantarolando polidez.


Inebriante é a sensação que me consome.
quando observo os arredores,
e me recordo de seus aromas e toques,
tão leves e suaves quanto a alma pode ser capaz de sentir...

...e me deixo levar por esse sentimento que me afoga em um oceano de incertezas.