terça-feira, 15 de março de 2011

Tempo

Vou voltar para mudar.
o que eu não fiz.
o que eu quis fazer.
o que a vida levou, e deixou pra lá.

Ser alguém.
corro contra a luz que cega.
uma, duas, mil vezes.
o vento sopra, as cores morrem, as flores sofrem.

Nosso tempo foi embora.
os minutos, os segundos e as horas.
sorrisos vulgares, agora nada se tornaram.
os sonhos que tivemos, agora são névoa.

E me lembro de te ver chorar.
de relance, na janela.
lágrimas sinceras, ou apenas ilusão?
tenho medo de tentar descobrir...


...que a ferida no seu coração foi maior...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Living on the other side

Por onde nós passamos?
a vida parece difícil aí.
se o tempo pudesse parar.
ou mesmo retroceder, você mudaria?

A convicção e o regozijo.
sempre em prol dos dias melhores.
e o alarde e a inconsitência.
provenientes do medo em si.

o sol da meia noite.
nossas nuvens e suas diversas formas.
a paz que, por um instante, nos foi dada.
hoje são apenas mentiras e chuva.

O outro lado parece tentador.
o brilho, os sons, e todo o aroma.
um drink, um beijo roubado e mais.
um amor perdido, rosto corado, vivaz.

a porta se abre uma vez mais.
os seus sonhos se expõem, distantes.
e os meus somem, dentro da neblina.
e eu vi o seu reflexo naquele momento...


....no espelho d'água chamado saudade.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

How soon is now?

Sou o filho.
a perdição em carne.
voz que entoa canções.
versos perdidos nas luzes lunares.

você se cala.
seu mundo começa a ruir.
quando você fica só.
e você parte só, à casa torna e a chorar.

nossas notas se sustentam.
um dizer, confronto, sobreviver.
olhos marejados de tristezas passadas.
e tudo que sentimos, é vontade de gritar.

herdeiros da verdade.
amaldiçoados com bençãos eternas.
luzes divinas e fogo sagrado.
almas soterradas em lama e falsos risos.

eles te dizem o que fazer.
você rejeita e foge.
e repetem,''você poderia encontrar alguém...
...que realmente te ame''...e você quer morrer.

Oh não, até onde eu vejo?
as linhas tênues entre os dois lados...
...apenas dois lados?
e eu nunca pretendi lhe causar mal.

e as teias, enroladas em mim.
prendendo meus pensamentos.
minhas vontades, meus desejos.
prendendo minha consciência, minha essência como um todo.

os deuses foram bons conosco.
nos deram esperança para um amanhã melhor.
e seus dedos, descendo e subindo por entre a realidade.
tecendo teias para nos acolher...teias para nos acalantar...


....teias para nos libertar, da prisão que nós mesmos criamos.


domingo, 23 de janeiro de 2011

To Us

Que possamos ter forças
para confrontar os obstáculos do amanhã.
sem nunca retroceder.
jamais se deixando abalar.

Que a perseverança nos acompanhe.
nos mantendo de pé, dia após dia.
corrigindo nossos erros.
impedindo nossas falhas.

Que nossa força de vontade,
seja o alicerce de nossas conquistas.
nos guiando pelos vales sombrios
deste mundo que nos abriga e acolhe.

Que a vitória em nossos olhos.
não seja a derrota em nossa mente.
nossos corações possam guiar nossas vidas.
nos permitindo ser um...

...tornando o ''sempre'' apenas um detalhe, se comparado a sua felicidade.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Nothing is final because...


Tempo.
Tempo é relativo, como tudo na vida.
relativo, inconclusivo, incongruente.
tempo é vivência, desejo, omissão.

Reparação.
Reparação é solidariedade, como as coisas simples.
compaixão, polidez, cavalheirismo.
Reparação é amar, sonhar e querer.

Insolência.
Insolência é tristeza, como os males do dia-a-dia.
rancor, impaciência, impetulância.
Insolência é odiar, maleficar e amaldiçoar.

Perdão.
Perdão é recordar, entoar notas e canções.
celebrar, sorrir, alvejar a tristeza.
Perdão é saber querer, sem ser desejado em retorno...


...saber seguir sem olhar os minutos passarem.



quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Lines

Somos bravos, destemidos, imbatíveis.
nosso suor e nosso sangue gritam por nós.
nossas lágrimas e nossas vozes reverberam pelos 4 cantos.
somos incansáveis, e aí mora nossa glória.

Nossos caminhos são trilhados, incessantemente.
com ferro e fogo, ódio e remorso.
compaixão é algo que já abandonou nossos corações.
a única coisa capaz de nos salvar....é a esperança.

A esperança por tempos melhores, talvez em breve.
esperança por redenção, perdão pelos nossos erros
esperança por um pouco de paz, ainda que tardia.
esperança por viver uma vida, que nunca existiu para nós.

Somos guerreiros, amaldiçoados com tristeza.
de nossas mãos destoam a destruição e o horror.
de nossos olhos, apenas o sangue e a raiva.
corpos mortos, sustentados apenas pela sede de combate...

... e por um resquício de esperança.

Nossos pés caminham em direção as montanhas.
no fim da linha que separa o oceano das nuvens.
agora, neste exato momento, não temos mais ódio.
nem raiva, nem medo. Somos apenas esperança...


...esperança de palavras de conforto...
...esperança de afago...
...esperança...


...de perdão.


terça-feira, 4 de janeiro de 2011

City Silhouette



Após um deserto de solitude.
ao longe, enfim, enxergo.
a silhueta da cidade, distante.
com suas águas e flores, eternas.

Ainda há um longo caminho.
para que a cidade chegue até mim.
e eu me aconchegue à cidade.
mas, não quero me envolver...quero?

E o esforço para ser livre.
parece inválido, ao se olhar de cima.
e já não existe lugar nessa cidade.
aonde eu deseje ou anseie ir.

A verdade se torna uma, apenas.
que eu menti, aos maiores ladrões.
sobre tudo e sobre o nada, sempre.
disfarçado, sob uma capa de chuva e sorrisos.

E esses são os tempos em que tive medo.
esses são os dias que eu fui deixado de lado.
e agora, eles vem me assombrar...
...e eu me pergunto o porque?

nada é realmente o fim, porque...
quando você se da conta, ao longo da estrada.
quantos anjos caridosos, olhando sempre por você.
te mantendo assim, te mantendo aqui.

A vida vai seguir, ela sempre segue.
conosco, sozinha, isso realmente não importa agora.
e a silhueta da cidade novamente se aproxima.
e eu me perco mais e mais nesse deserto...longe de tudo.