quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Refúgio...

É de onde, quando menos se espera, se encontra calma.
onde o alto do céu pode ser observado tranquilamente.
enquanto a destruição recai sobre os ombros esquecidos.
cansados, mas nunca vencidos, dos eternos combatentes.

Viver em um castelo, forte isolado de todo o resto.
ter ao seu encalço o destino intermitente.
ir em direção a luz que se apaga conforme se aproxima.
descobrir que tudo é um pouco mais complexo.

sentir a distância de todos os corpos celestes.
iluminados pelo brilho intenso da sua própria vontade.
querendo sempre, desejando convicto e sereno, a exatidão.
dias que jamais chegarão a contemplar a noite estrelada.

correr em direção ao fogo, mover os dedos lentamente contra a corrente.
sentir a água do mar tocar os pés, com toda a leveza que se permitir.
olhar nos olhos com honestidade, perder o medo de se ter.
contar histórias com o vento vívido, poder seguir sem ter que se lembrar...

...que toda a dor da perda vestal, se torna um eterno brilho esquecido por você.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Frühling in Paris

A outros sonhos, vos recordaste.
despeito em meio ao caos e as alegrias.
por onde os olhos cegos e tristes costumavam observar.
ela se dipunha a caminhar, sem a mesma pretensão do viver.

Eu a vi, e as lágrimas, e o beijo, agridoce e venenoso.
as árvores cantarolavam à ela, e o lago refletia meu sorriso.
o vento ondulava seus cabelos, e seu caminhar me perdia.
seus dedos se entrelaçavam nos campos verdejantes, que se estendiam até o horizonte...

Os relampagos de chuva se anunciavam.
as nuvens corriam, pelo céu cortejado de sol.
seu andar se acelerou, a respiração pôs-se a ofegar.
nossos olhos se desencontraram, e tudo ficou triste.

Como num passe de mágica, ela atravessou a floresta.
e eu a persegui, e corri como jamais imaginei ser capaz.
e por fim, ao final da relva e dos troncos que transpassam o céu...
...o campo aberto nos esperava, convidativo.

No exato momento em que a chuva caiu, ela esboçou um sorriso.
e, sem reação alguma, tudo que fui capaz de tentar, foi esboçar devolta o seu sorriso...
...uma última vez, até que o próximo dia chegasse.
...uma última vez,antes da primavera em paris.



quinta-feira, 19 de novembro de 2009

A novembro, meu perdão

Novembro, estação...a calada da misteriosa e épica.
o fruto dos furos algozes nos galhos...
a evidência dos olhos inchados de lágrimas regozijadas em relento.
uma ou duas das muitas esperanças que grandes vezes morrem...

aonde tudo acontece, ou nada deixaria de acontecer.
e posteriormente, se olhou aos ventos que sopravam contra a maré...
sem minúcias ou mesmo regalias, como medos e anseios... a brisa encontra a fé...
ponho a remar nosso barco com pouca força nos braços, em direção a você.

E os seu sorriso ofusca a própria luz do sol, e eu contemplo sem reação.
desejo que o seu bem seja sempre presente, que você possa sempre ser você.
e o meu amor...o viver do meu ser como um todo...seu será, agora e além...
que nós possamos ver além das estrelas que vivem no mar, entre o céu e a areia.

As portas se fecham, se fecham lenta e dolorosamente.
uma luz fraca, aos poucos se apaga, deixando apenas os sonhos brilharem.
seguro sua mão...e te prometo uma historia feliz e sem fim.
te beijo a mão, os lábios, o coração...contrapartida à esta, te dou a mão, os lábios, meu coração...

...para que leve contigo até o deserto perdido que é o amor...

sábado, 7 de novembro de 2009

Immortal Legends - Prelude of an Era

O fim irá chegar, para todos nós, todos vocês.
alguns riem, outros apenas verbalizam sua insatisfação.
mas não vai adiantar, nada poderia salva-los.
nem mesmo nós, não podemos alterar o destino do resto do mundo.

Vamos correr, assistir, rir e alguns de nós até mesmo chorar.
mas nossa interferência nesses fatos é impossível.
apenas observaremos, enquanto tudo é engolido pelo vazio.
e ao raiar do último dia, vocês irão se perguntar: Porque?

Poderiamos lhes dar todas as respostas.
mas aí, que graça tudo isso teria?
sim, somos sádicos, sim somos monstros...
...e, sim. Não nos importamos nem um pouco com vocês.

Iremos contemplar a queda de uma raça.
o desaparecimento de nações inteiras, em apenas segundos.
o sangue vai correr por cima da pele, e se misturar com as lágrimas.
e os gritos agudos e graves, se entrelaçar em uma sinfonia eterna de dor.

E enquanto a natureza corrompe e dilacera, você grita.
o ódio invade seu coração e sua mente se perde em angústia e sofrimento.
e enquanto você irrompe as barreiras mortais da raiva e da tristeza...
...nós te encaramos com um riso no rosto.

As horas finais brevemente vão chegar, enquanto as coisas vão se distorcendo.
a terra e os mares tomam as formas do terror...
...enquanto o fogo e o ar se tornam o pesadelo mais horrendo.
e nesse momento, paramos e contemplamos por alguns segundos.

Depois de todo o alvoroço, o fim se dá por inteiro.
as coisas vão sumindo pouco a pouco, ainda se ouve um grito ou dois.
o tempo vai se espaçando, e disforme, se esconde detrás das estrelas.
Já podemos ir, já podemos ir....para casa.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O vento...


De onde os deuses observam.
a vida passar, desbancando o tempo.
o vento usurpando a calmaria, inocente e passageira.
deixando tudo pairar, e o resto morrer, diante dos seus olhos.

É esse o mundo em que vivemos hoje.
o cansaço exposto, as feridas antigas.
marcas de uma vida que nunca se pensou em levar.
e as águas geladas da correnteza, insistindo sempre em nós separar.

Com o violão em mãos, me ponho a sentar na beirada do canyon.
assistindo ao mais indescritivel por-do-sol de todas as vidas.
os dedos tremulos, a boca seca.
me dispus a tocar uma canção antiga, da epoca dos corações.

Vejo as cores em plurais, como os pingos dos ''i's''.
as distantes esperanças que sempre tentaram te alcançar.
hoje te abandonam nas esquinas das noites chuvosas.
e você não sabe mais se vale realmente a pena chorar sozinha.

Eu senti sua tristeza, seu temor e sua insegurança.
quis te segurar nos meus braços e te acalantar ao som do silêncio.
quis ser sua proteção, quis ser o seu coração.
e você me viu além da carne e das palavras, e viveu os sonhos comigo.

E ponderamos sobre ficar, ou subir e observar, do mais alto possível.
e os degraus foram ficando pra trás...e mais e mais distantes.
e por solene finalidade, ao tardar das luzes diurnas.
sentamo-nos nas beirolas do espaço infinito, contemplando uma ultima vez...


...a vida de risos,lágrimas,sorrisos e tristeza que nos aprisionava.



quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A nosso favor...

Temos a eternidade, e tudo que estiver além dela.
temos o amor, o meu, o seu, o nosso...que se faz maior que tudo.
temos nossa razão, nossa paixão, nosso querer...
você tem a mim, e eu, com toda a sorte do mundo, tenho a você.

Temos o tempo, os minutos, as horas, os dias.
e os anos, que venham pra nós os anos.
o nosso amor, fugaz e crescente, supera as nossas próprias expectativas.
o nosso medo as vezes toma conta, mas jamais será maior.
somos um, eu e você.

e o destino que as pessoas tanto dizem imutável.
é nosso e apenas nossas mãos podem torná-lo aquilo que haverá de ser.
e eu te amo tanto...eu te amo tanto.
que já não consigo descrever em palavras aquilo que sinto.
e nós seremos felizes até que venha o fim...


...aquele que para nós não existe.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tales of The Amani - The Rise of a Legend


E ao cair da tarde, ao longe, avistamos o ultimo raio de luz.
de um sol que não mais voltariamos a encontrar.
e junto com ele, vindo em nossa direção, uma nuvem de trevas.
cuja qual se movia velozmente, se propagando no espaço por completo.

Junto consigo, trazia tormento, caos e o fim de todas as coisas ao redor.
nós observamos enquanto se aproximava, sem deixar que o sangue parasse de jorrar.
e quanto mais se aproximava, mais sangue jorrava.
e o tempo passava, as vidas passavam, mas nós ficamos...

...nós ficamos.

Nos entreolhamos enquanto tudo era engolido pelas sombras.
e deixamos que ela chegasse perto, e mais perto e mais perto.
e foi quando, deixamos que o tempo parasse.
começou ali a discussão sobre salvar ou não...todo o resto.

O mal insistia em que deixassemos que tudo se fosse.
em contrapartida, a derrota dizia que se o mundo fosse cair...
...que fosse pelas suas mãos.
a paixão olhava com pompa para todo aquele sangue,e todo seu esforço.

A indiferença não se importava com decisão alguma.
a pretensão apenas dizia sobre dar conta de tudo sozinho....garotinho tolo.
o orgulho manteve-se até o fim com sua escolha de fazer o que lhe convisse.
a perda...apenas se peocupava em localizar todo o grupo.

Foi quando a loucura lhes disse...
-Irmãos, prestem atenção.Nós viemos até aqui...
...até esse mundinho miserável e descartavel apenas com um objetivo
...nos divertir.Mas creio que agora seja a hora de tomarmos uma posição
maior no plano austral dos seres que aqui habitam...
...se esse mundo vai ter um destino daqui para frente...nós o seremos.

O
s outros sete se entreolharam, olharam para loucura novamente.
o tempo ia voltando ao seu fluxo lentamente, e a nuvem voltava a se aproximar.
o ultimo feixe de luz atravessava forçadamente algumas partes da nuvem.
eles caminharam em direção a ela...


...e assim começa.