segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tales of The Amani - The Rise of a Legend


E ao cair da tarde, ao longe, avistamos o ultimo raio de luz.
de um sol que não mais voltariamos a encontrar.
e junto com ele, vindo em nossa direção, uma nuvem de trevas.
cuja qual se movia velozmente, se propagando no espaço por completo.

Junto consigo, trazia tormento, caos e o fim de todas as coisas ao redor.
nós observamos enquanto se aproximava, sem deixar que o sangue parasse de jorrar.
e quanto mais se aproximava, mais sangue jorrava.
e o tempo passava, as vidas passavam, mas nós ficamos...

...nós ficamos.

Nos entreolhamos enquanto tudo era engolido pelas sombras.
e deixamos que ela chegasse perto, e mais perto e mais perto.
e foi quando, deixamos que o tempo parasse.
começou ali a discussão sobre salvar ou não...todo o resto.

O mal insistia em que deixassemos que tudo se fosse.
em contrapartida, a derrota dizia que se o mundo fosse cair...
...que fosse pelas suas mãos.
a paixão olhava com pompa para todo aquele sangue,e todo seu esforço.

A indiferença não se importava com decisão alguma.
a pretensão apenas dizia sobre dar conta de tudo sozinho....garotinho tolo.
o orgulho manteve-se até o fim com sua escolha de fazer o que lhe convisse.
a perda...apenas se peocupava em localizar todo o grupo.

Foi quando a loucura lhes disse...
-Irmãos, prestem atenção.Nós viemos até aqui...
...até esse mundinho miserável e descartavel apenas com um objetivo
...nos divertir.Mas creio que agora seja a hora de tomarmos uma posição
maior no plano austral dos seres que aqui habitam...
...se esse mundo vai ter um destino daqui para frente...nós o seremos.

O
s outros sete se entreolharam, olharam para loucura novamente.
o tempo ia voltando ao seu fluxo lentamente, e a nuvem voltava a se aproximar.
o ultimo feixe de luz atravessava forçadamente algumas partes da nuvem.
eles caminharam em direção a ela...


...e assim começa.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Relatos de um desconhecido

O ar é rarefeito, há certa dificuldade em respirar.
suas mãos tremulam, e a neve já parou de cair.
ele já não sabe se tem medo de morrer ou se teme ficar vivo.
mas no fim das contas, ele já não se importa muito.

É uma guerra, sem vencedores.
os tanques atravessam a floresta, impiedosamente por cima de tudo.
ele caminha sem muito esforço ou vontade.
vendo no horizonte, feixes de luz...é o campo de batalha.

O coração começa a palpitar, mais e mais rápido.
seus pés se movem de forma suntuosa, quase que inaudíveis.
ele passa a correr, sem nem olhar para trás.
não há espaço para lembranças aqui.

Ao chegar no final da floresta, ele consegue ver.
Balas voando para todos os lados, corpos sendo jogados no ar.
como bonecos, ele pensa...como bonecos.
ele se vê só por um instante....e pela primeira vez...sente medo...
E agora...?


segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Lembrando dos tempos antigos...
quando tudo se escurecia, e sobrava apenas a luz.
fugaz passando pelos trilhos da ponte...
eu ainda me lembro


Viviamos nessa cidade, sempre de bom humor.
as coisas eram simples, a vida era boa.
e havia o café...ahh, o café.
com toda sua pompa, e seu sabor...


os amores voavam por entre nossos dedos.
não tinhamos medo...ou receio.
era tudo tão tranquilo.
e as coisas seguiam seu rumo.


enquanto o trem das duas passava...
olhavamos o céu estrelado.
a neve caia levemente, nos inspirando.
e a graça da brisa nos acalantava.

o tempo parou naquele instante.
dali em diante, a eternidade era nossa.
e depois disso tudo...apenas nos perguntamos...
porque?

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Além...

Onde o tempo se perde.
ela vive a vagar, solitária.busca apenas companhia.
o inverno se econtra agora em seu ápice.
e uma vez mais, ela para diante da beleza.

A natureza lhe envolve, beija e por fim, abandona.
Se põe a caminhar novamente pela neve.
e por dias e noites quase intermináveis, ela andou.
sem medo, sem receio, apenas a saudade e a solidão.

O tempo vai passando, a imortalidade não.
um inverno que parece não ter fim, tal como a sua solidão.
ela já não se importa mais com aquilo que lhe move.
pensa em como tudo um dia já foi melhor.

Sem muitas esperanças, ela apenas caminha.
uma beleza sem vontade, um amor sem rumo.
eis que ela econtra, em meio ao nada.
a poltrona e a estátua...ou ao menos o que restou de ambos.

Por fim, sem ter mais o que fazer, ou mesmo ter vontades.
Ela se senta e recosta na poltrona.
deixa a brisa fria acalmar seu desespero.
permite aos flocos de neve suavizarem suas lágrimas.

Ao longe então ela pôde ver....a silhueta que cortava a luz do sol....
e ela já não estava mais só...

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Tales of The Amani - Flesh and Blood

Nós caminhamos...por entre essas ruas desertas.
o silêncio ecoava horrendamente por nossos ouvidos.
no fim, não estavamos realmente sozinhos.
eles estavam ali, observando.

Os carros parados na rua, as casas vazias.
o som causado pela própria respiração.
o terror vem vindo...o terror...
prepare-se para o medo.

o asfalto começa a tremer, um som surge derepente.
e vai aumentando, até que ao longe se podia ver.
a horda de criaturas, surgidas de lugar qualquer.
correndo sedentas, em nossa direção.

observamos, nos mantendo parados.
e eles se aproximavam, pouco a pouco.
e quando eles estavam à palmos de distâncias.
nós decidimos acabar com a brincadeira.

O sangue que jorrava, as risadas insanas.
os sorrisos sádicos, e os gritos de dor.
no fundo no fundo, nós nos divertiamos com aquilo.
e que tenha início a chacina.

E eis que veio a chuva, sem que percebessemos.
para lavar as ruas, limpar a sujeira que fizemos.
o sangue pútrido se mistura com a água,escorrendo aos esgotos.
nós observamos novamente, por alguns segundos.

Voltamos a seguir caminho, deixando tudo para trás.
a cidade, a calma, o ódio...os corpos.
a chuva limpou o sangue de nossas mãos, apesar de não ligarmos muito.
voltamos a caminhar, indo em direção ao desconhecido.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

The Madness

A besta que reside em cada um.
sou um animal, sedento por brutalidade.
a loucura que faz o monstro.
e consome a tudo e todos que surgem no caminho.
Não há paz, tal coisa é no mínimo, inexistente.
há a fúria, inebriante em um êxtase momentaneo.
fugaz, inconsequente, quase que mundano.
algo que corrói as veias das mentes mais convictas.
A sua sanidade não é nada diante de mim.
eu sou as vozes que ecoam na sua cabeça.
o seu talvez, aquele que te impede, te segura.
que te enlouquece, que te mata.
sou um parasita no seu subconsciente.
sou sua sede ausente, sua fome nula.
sou a sua saúde, que se esvai pouco a pouco.
sou aquilo que você sabe o que é, mas não se atreve a dizer.
Sou a loucura, sim eu sou.
Não precisa acreditar, pode negar o quanto quiser.
Continuo sendo a loucura, hehehehehehe....
hahahahaha....HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAAAA!!!!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Indo pra casa...

Sou apenas uma gota, diante da tormenta.
vejo o movimento incessante das chamas alheias.
os olhos perdidos em meio ao tilintar de taças.
mentes vazias procurando redenção, ou algo ao que se prender.
Fiquei diante do início do fim, e lá eu parei.
enquanto as nuvens se moviam devagar, no céu nublado.
o inverno chegou rápido, eu me afirmo.
a fumaça dos cigarros sobe por entre as gotas da chuva.
Nunca deveriamos ter ido para lá.
a ingenuidade toma conta, e o corpo estremece.
melodias vão perecendo diante dos desatentos.
e você decide se questionar sobre algo, qualquer coisa.
Aos bons amigos, fica apenas o aviso.
não há conforto na verdade, dor é tudo o que irá encontrar.
buscando seu caminho pra casa, você fecha os olhos.
e deixa a noite te guiar.
Poderia ter sido tão bom juntos.
poderia ter sido uma dança eterna.
e agora, quem vai dançar comigo...
sei que nunca vou descobrir.
deixo o sentido a cargo da determinação.
abro mão da justiça, que é vã e cega.
entro pela última porta que decido abrir.
e sigo em frente, cego pela luz que me consome conforme vou...